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terça-feira, 26 de maio de 2015

Fala Quem Pode

Estava eu numa livraria em meio a tantos títulos atraentes - os mais vendidos, os para colorir, os indicados por amigos e os que simplesmente saltam aos olhos. "A Vida Não é Justa" me atraiu pelo título, e então fui convencida quando abri o livro e descobri que se tratava de muitas histórias vivenciadas por uma juíza da Vara da família durante seus 15 anos de trabalho na área.
Separei a história abaixo para contar um pouquinho do livro incrível de Andréa Pachá, e que também é uma bela homenagem às MÃES, esses anjos que nos acompanham vida afora.
Boa leitura!



" Separações são sempre difíceis. Mesmo quando a decisão é construída pelos dois...
Nos filmes parece fácil. Depois da tela escura, amanhece. Cada um na sua casa. Ninguém faz as malas, ninguém discute o significado dos objetos colecionados durante quase trinta anos...
Costumam ser rápidas as audiências consensuais de separação. Raramente uma reconciliação, mas com frequência um choro e ador de uma ferida não cicatrizada.
Fernando e Teresa não se pareciam com os milhares de casais que me acostumei a ver naquela situação. Não tinham filhos. Não precisavam de pensão. O Patrimônio seria dividido em partes iguais e ela voltaria a usar o nome de solteira.
Antes de formular a  burocrática pergunta sobre reconciliação - especialmente burocrática naquele caso, considerando a nítida distância entre os dois -, entra na sala uma senhora com um buquê de rosas vermelhas na mão. Soube que se tratava da mãe de Tereza. Tranquila aguardava o encerramento do ato.O silêncio ali machucava, ninguém sabia como diminuir o constrangimento que havia se instalado.
Soube então que se conheceram nos anos 1960, no movimento estudantil, e foi um amor de ideias e liberdade. Foram companheiros de resistência e se imaginaram juntos até o fim.
Ela nunca engravidou, e em exames preparatórios para um tratamento de infertilidade, quase aos quarenta anos, veio o diagnóstico de um câncer de mama. 
Ele a acompanhou na cirurgia e na quimioterapia. Poucos meses depois veio a notícia de uma gravidez não programada de outra mulher, com quem Fernando tivera um relacionamento eventual e passageiro.
Mesmo fragilizada pela doença, a racionalidade prevaleceu. E se teve impulso de descontrole ou vitimização, e se pretendeu quebrar tudo, Teresa se conteve. O que os fazia parceiros era muito mais que um sentimento de posse. Enfrentariam a situação como adultos que eram e continuariam no mesmo barco.
Alguns anos depois, um novo tumor. Dessa vez Fernando não aguentou o encargo. Não era falta compreensão ou solidariedade. Era falta de vontade prosseguir. Conversaram. De novo, sem drama, sem tragédia. Procuraram um advogado e ali estavam.
Assinados os papéis e prontos para sair, a senhora das rosas, pede a palavra:
- Só preciso dizer uma coisa Fernando, e gostaria que você ouvisse.
Ele parou respeitosamente e permaneceu de pé.
Ela prosseguiu:
- No dia do casamento de vocês, meu marido, ainda vivo, te entregou nosso maior bem. Hoje, eu fiz questão de vir aqui, para receber de volta a melhor mulher que você poderia ter encontrado na sua vida. Não te culpo por nada. Só lamento que não tenha conseguido chegar a essa idade com a maturidade e a generosidade que se espera de um homem. 
Nem uma reação. Nem de Teresa, nem de Fernando.
- Você minha filha, me dá um abraço apertado. Essas flores são para que você nunca se esqueça da mulher íntegra que é e que muito me orgulha. Você vai ser muito feliz porque merece.
Fernando deixou a sala. Levantei-me e pedi um abraço para aquela senhora. racional, como Teresa, eu não podia ter feito aquele discurso, princialmente porque não sou juíza para julgar desejos, impulsos e limitações alheios. Não consegui, porém, esconder a satisfação de presenciar um acerto de contas, vindo de uma autoridade que só a idade e a dignidade conferem. Aquela mãe não tinha nenhum compromisso com a racionalidade ou com a legalidade. Podia falar o que quisesse naquela circunstância.
Partiram, mãe e filha, de braços dados, com o buquê de rosas vermelhas, no cortejo para a vida."



A Vida Não é Justa - págs 27-30
Andréa Pachá







quinta-feira, 26 de março de 2015

Grandes, pequenos, gigantescos

Put Some Farofa

Gregório Duviver


- Humor, inteligência,modernidade, psicologia -

Grande-amor-da-vida



Ele conheceu o grande-amor-da-vida quando tinha quinze anos. Aprendeu num filme que o grande-amor-da-vida só existe um. Não saía mais de perto dela. Foram felizes por alguns anos.Acontece que o grande-amor-da-vida dele não era mais o grande-amor-da-vida dela, e ela nem acreditava nessa história de grande-amor-da vida nem em filmes de amor. Essas Coisas acontecem (nos filmes). Enquanto namoravam, foi bom. Depois, ela quis terminar e viajar pelo mundo em busca de outros amores-da-vida. Ele passoua vida investigando os outros amores-da-vida dela. Foi uma vida sem muito amores-da-vida, porque foi vivida para que o grande-amor-da-vida dele não tivesse outros grandes-amores-da-vida. Não deu certo. O grande-amor-da-vida dele teve uma dúzia de amores-da-vida. Aos vinte e sete anos, ele estava deprimido porque o grande-amor-da-vida estava se casando com um dos grandes-amores-da-vida dela. Não deu bola para uma mulher que, se ele tivesse ouvido falar, entenderia se tratar do maio-amor-do-mundo. Aos trinta, conheceu o amor-da-vida-inteira num bar, mas o confundiu com uma mulher-chata-que-fala-demais. Aos trinta e dois,só viu espinhas numa moça que, numa vida alternativa, seria o amor-mais-legal-do-mundo. A primeira pessoa a alertá-lo desse desperdício de amores foi seu melhor-amigo. Deixou de ser o melhor-amigo e passou a ser só mais um amigo-que-não-quer-me-ver-felaiz-com-o-grande-amor-da-vida. Aos trinta e cinco já tinha deixado passar vinte e nove sexos-inesquecíveis e oito amizades-profundas. Aos quarenta anos, o grande-amor-da-vida dele (quem diria, ela mesma) resolveu dar a segunda chance ao passado e reviver aquele que foi, para ela, só primeiro-amor-da-vida. Ele precisava tanto ser feliz que não foi. E ela voltou a procurar o grande-amor-da-vida no futuro, não mais no passado. Ele se voltou para o presente e mal deu tempo de viver outro sexo-surpreendente. Pode ser que o grande-amor-da-vida seja um só. Mas os amores-da-vida são muitos, e acontecem o tempo todo - grandes, pequenos, gigantescos.

Crônica retirada do livro PUT SOME FAROFA de Gregório Duvivier, Editora Companhia das Letras.
Páginas 20 e 21

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Expresso Polar


Para quem adora se render aos encantos de um belo conto de Natal, Expresso Polar é um prato cheio. O filme é uma linda animação digital, e embora não seja novo - 2004, ainda desperta toda magia que envolve o espírito natalino. Juntos acompanhamos a busca de um menino que havia deixado de acreditar em "Papai Noel"... Porém, a viagem de trem ao Pólo Norte nos faz descobrir, junto com o próprio personagem principal, que viver essa magia é o que realmente impota!Ainda tem Tom Hanks fazendo a voz do menininho que busca a verdade sobre o Natal.





Te convido a embarca  nessa viagem empolgante , e descobrir que a criança que um dia fomos, nunca deixa de viver em nós!!!
Vem!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cinema Nacional

Dia 05 de Novembro - Dia do Cinema Nacional

Um salve ao Cinema Nacional Brasileiro, que eu  amuuuu.

Orgulho em saber o quanto crescemos em nossos roteiros e histórias...

 

Eu poderia citar aqui um lista imensa de filmes que me fizeram, rir, chorar, amar, odiar, sonhar , estremecer,  viajar... Viajar para o sertão, para o cangaço, para o interior, para lindas praias, para o submundo do crime, para o incrível mundo do circo... Quem me fizeram aproximar de mundos que eu não conhecia até então. Conhecer pessoas e personagens que transformaram o mundo em que viviam e também a nossa própria história.

 

O Coronel e o Lobisomem, Lisbela e o Prisioneiro, O Auto da Compadecida, Meu Nome Não é Johnny, Cidade de Deus, Tropa de Elite, Chico Xavier, Lula, Gonzaga de Pai para Filho, Faroeste Caboclo, Divã, Se Eu Fosse Você, Cazuza Olga, Central do Brasil, Minha Mãe é Uma Peça, 2 Filhos de Francisco, De Pernas Pro Ar, Crô, O Primo Basílio, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Carandirú, Bruna Surfistinha, Paraísos Artificiais, A Partilha, O Bem Amado, Sob Lençois, Rio, O Homem que Copiava, Serra Pelada, Cinema Aspirinas e Urubus, Tapete Vermelho, Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios...


Com certeza estou esquecendo de muitos títulos importantes, e recomendo cada um desses que citei, mas hoje deixo aqui minha especial homenagem a um cara que tem arrancado de mim risadas mil, gargalhadas genuínas! A cada dia tenho admirado mais esse ator versátil, inteligente, persistente. Estou falando de Paulo Gustavo e suas mil facetas.

A dica de hoje é o filma "Minha Mãe é uma Peça", para você passar umas horas desligado do mundo, com a alma leve, leve, leve... rir de doer o queixo. e chegar ao final querendo mais, muito mais!!!

 

Reviver cenas da nossa própria vida, é o que vai acontecer o tempo todo durante o filme, afinal que mãe não é uma peça?

sábado, 1 de novembro de 2014

Atravessando a Fronteira do Oi

Trechos do Texto de Martha Medeiros

... Sempre cruzava na rua com uma fotógrafa que eu conhecia de vista. Eu dizia oi, ela dizia oi. Essa emocionante troca de ois constitui toda a nossa "relação".
No entanto temos uma querida amiga em comum. Contei para ela que estava indo para Londres. Tiraria uma semana de férias, sozinha. essa minha então disse: "Você vai estar lá no mesmo período que a Eneida, a fotógrafa. Quer o email dela? 
Encurtando a história: escrevi. Trocamos endereço  telefones e afeto. E isso tudo me fez pensar no seguinte: nós duas moramos na mesma cidade e, no entanto nenhuma das duas jamais pensou em convidar a outra para jantar, por uma razão muito simples: somos duas estranhas, mesmo pessoas que já poderíamos ter conhecido há mais tempo -mas que não víamos necessidade.


Viajando, ficamos mais propícios ao risco e à experimentação. Encaramos bacon no café da manhã, passeamos na chuva, vamos ao supermercado de bicicleta, dormimos na grama, comemos carne de cobra, dirigimos do lado direito do carro, usamos banheiro público, fazemos confissões a quem nunca vimos antes. O passaporte nos liberta nos liberta não só para a entrada em outro país, como também para a entrada em outro estilo de vida, muito mais solto do que quando estamos em casa, na nossa rotina repetitiva.
... No momento que você lê essa crônica eu já jantei com a Eneida. Já nos tornamos amigos de infância. 
O que importa é que atravessamos a barreira do oi, esse cumprimento protocolar que tão raramente progride para uma proximidade de fato. Eu teria uma dúzia de razões para explicar porque gosto tanto de viajar, mas por hoje fico com apenas esta: PELA ALEGRIA DE VIVER E PELA FALTA DE FRESCURA.


Texto do Livro Feliz Por Nada

sábado, 18 de outubro de 2014

Extraordinário


Um menino com uma deficiência no rosto, que tem de enfrentar o mundo e suas regras. Que desde cedo precisa a aprender a lidar com o preconceito e com duros rótulos e padrões impostos pela sociedade. Uma lição de vida que cada um de nós deveria experimentar. 
Eu convido você a conhecer August e sua fantástica história de superação. Depois dela você não será mais o mesmo. Mais uma vez uma criança que vem ensinar ao mundo coisas tão simples e que por esse motivo deixaram de fazer parte do nosso dia a dia.





sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Um Sorriso Ou Dois

Dica de uma leitura leve e envolvente,  livro com contos e crônicas sobre a vida a dois... Booom!



Um simples gostar
"Hoje eu quero paz de espírito e um gostar simples. Daqueles rotineiros e apaziguadores, em que a gente possa se pacificar juntos – assim, bem cadente, bem gostoso, bem tranquilo…
Não quero mais consternações, teorias ou joguinhos premeditados. Só quero sentar, admirar a paisagem e vagar entre os olhares tranquilos e certos de que, ali, existe alguém que talvez não seja a paixão mais louca do mundo, mas que entende a valia da palavra “sinceridade” e sua influência na felicidade alheia.
Eu não falo de amores modernos e de sentimentos quase imensuráveis, mas de um gostar descomplicado, sereno, confiante, leve e brando. Daqueles que se gosta pelo que se é, não pelo que se tem ou o que se faz. Daqueles erguidos e mantidos pela franqueza. Daqueles que seguram as pontas quando necessário e transformam os nós em laços.
Emoções são boas, loucuras também, mas, hoje, estendo meu direito de querer ser simples. Não quero muita coisa, não. Conforto no olhar e compreensão no sorriso já bastam. Só quero calmaria, trilhar um caminho fresco e sonhar enquanto passeamos nas veredas da vida.
Talvez eu tenha cansado de conhecer e desconhecer pessoas. Talvez eu tenha cansado de ter que ficar redescobrindo a confiança naqueles que me circulam. Hoje só quero paz, tranquilidade e risos sinceros. Na verdade, quero tudo sincero, é só disso que preciso. Você e sua sinceridade. O resto, a gente decide amanhã no café da manhã."
                                                                                             Frederico Elboni

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nine


Eu tenho muito apego a certas coisas, filmes por exemplo.Quando "me apego" a um filme, fico vendo e revendo as cenas várias vezes, e cada vez me apego mais.
Hoje vou falar um pouquinho de um dos meus preferidos. Primeiro porque sou apaixonada por musicais, especialmente se tiverem um quê de retrô, Acho muito bacana o cenário e o figurino antigo, porque geralmente vêm carregados de glamour.
Nine, já não é novo - 2009, mas ainda me encanta como se fosse a primeira vez.
Meu maridinho lindo comprou o filme, e agora tenho o privilégio de rever sempre que tenho vontade, e foi o que aconteceu dia desses. 
O elenco é de primeira qualidade, um série de atores vencedores do Oscar, como o protagonista Daniel Day-Lewis, mais um timaço de mulheres lindas como Sophia Loren, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Marion Cotillard, Judi Dance, (também vencedoras do Oscar) Fergie e Kate Hudson.
As cenas são de deixar de queixo caído por conta da mega produção e das danças incríveis que me fazem viajar...Para quem gosta de dança é um prato cheio.
Nine conta a história de um cineastra, Guido Contini, que aos 50 anos se vê numa crise existencial, às voltas com a vida e com as mulheres que o rodeiam , todas elas: sua mãe, sua confidente e figurinista, sua esposa, sua amante, uma jornalista, a estrela de seus filmes e a prostituta que o fez despertar o fascínio pelas mulheres quando menino. Enfim, Nine fala com muita sensibilidade do universo e do poder feminino. 

Sophia Loren como Mamma - a mãe.

Marion Cotillard como Luisa Contini, a esposa.

Penélope Cruz como Carla Albense - a amante.

Judi Dench como Lilliane Le Fleur, figurinista e confidente

Nicole Kidman como Claudia Jenssen - a estrela de seus filmes

Fergie como La Saraghine - a prostituta

Kate Hudsson como Stephanie - a Jornalista.

Daniel Day-Lewis como Guido Contini
Para quem ainda não viu, fica a dica!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Feliz Por Nada

Estou viciada nas crônicas de Martha Medeiros, depois de "Loucas e Santas" e "A Graça da Coisa", minha mais nova aquisição embora a obra não seja tão nova assim,  é "Feliz Por Nada". Por ocasião da visitinha ao médico ontem fui até a livraria Café Mixirica e escolhi o livro para tornar minha viagem mais agradável. Ainda bem que não sou daquelas que tem mal estar ao ler em ônibus... e nas duas horas de viagem Carangola/Muriaé, fui me deliciando com suas dissertações e poesias sobre as trivialidades da vida. E vem cá, tem coisa mais gostosa que o trivial??? ah se todos soubessem o quanto é bom poder desfrutar do trivial...


Feliz Por Nada
" Particularmente gosto de quem tem compromisso com a alegria. que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o do outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para para aturar o inevitável, é tirar proveito do imprevisto: é ficar debochadamente assombrado consigo mesmo: como é que eu me meti nessa, como é que isso foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, ou por terem falhado. Não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso."

Por que a felicidade não precisa de motivo. Não mesmo.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Malévola O Filme

Fui assistir a história da Bruxa má, na verdade boa, da história da Branca de Neve. Gostei da idéia, ver a história do outo lado, porque afinal ninguém é todo bom ou todo mal. Mas sem duvidas nenhuma o melhor do filme é mesmo a Angelina Jolie: Lindaaaaaaaa!!!!! Tipo tão bonita que enjoa. E não há cifre que comprometa isso! Do inicio ao fim a gente se delicia com esse rosto perfeito, anguloso e o bocão todo trabalhado no baton vermelho. O filme é 3D e tem uma fotografia linda, coisa de Disney.. . E o beijo de Amor verdadeiro é emocionante!!! Gostei bastante, vale a ida!







quarta-feira, 4 de junho de 2014

Até o Caroço


Pessoal soube de uma ótima notícia hoje, inclusive estou passando para vocês o que li na revista do Jornal o Globo desta semana, mas como é algo de grande valia estou passando adiante.
" Cascas, talos, raízes e sementes, que normalmente têm como destino a lata de lixo, são as estrelas das 23 receitas do livro - ECORECEITAS CULINÁRIAS DE APROVEITAMENTO TOTAL .Pratos como crepes de talos verdes e beterraba, torta salgada de casca de abóbora (receita abaixo) foram elaborados no projeto EcoBuffet, iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente, desenvolvido em quatro pilares: 100% aproveitamento, geração de renda, redução de resíduos orgânicos e educação ambiental."
O projeto é muito bacana mesmo, vale a pena conhecer!

Receita: Torta Salgada de Casca de Abóbora com Recheio de Talos

Ingredientes:
3 xícaras de chá de farinha de trigo
3 ovos   1 xícara de chá de casca de abóbora 
1 xícara de chá de talo de couve e salsa
1 cenoura ralada   1/2 copo de óleo
1/2 pacote de queijo ralado (opcional)
1 cebola pequena  1 dente de alho
1 copo de leite (25oml) Sal a gosto
1 colher de sobremesa de fermento em pó


Modo de Fazer:
1 - Refogar a cebola, o alho, os talos e a cenoura (para o recheio) e reservar.
2 - Colocar os ovos, a casca de abóbora, o óleo , o queijo ralado, o leite e o sal no liquidificador e bater
3 - Despejar a massa numa vasilha e misturar a farinha de trigo, o recheio e o sal e o fermento em pó.
4 - Levar ao forno por trinta minutos em fôrma previamente untada com margarina e farinha de trigo,
Rende seis porções. 

Para download acesse aqui www.rj.gov.br/web/sea.


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Toda Poesia

18 de Abril - Dia do Livro 










SEMPRE TENHA UM LIVRO AO ALCANCE DO SEU 
TEMPO!
                                   Cora Coralina

terça-feira, 18 de março de 2014

Uma História sobre Coragem

No mês que celebramos as mulheres, suas conquistas e suas lutas ao longo do tempo,  histórias reais continuam a nos surpreender. Em tempos modernos, de informação à velocidade da luz, de igualdade de raça e sexo ficamos indignados com nações inteiras que, "em nome da fé" e em nome de uma cultura que insiste em se manter estática, ainda oprimem suas mulheres, lhes negando o direito a educação, e o direito de decisão sobre seus próprios corpos, sendo obrigadas a cobri-los por inteiro.
Diante disso ainda se ouvem vozes,  de um pedido de socorro, vozes que se levantam em nome do "NÃO", o não aceitar passivamente essa opressão, em meio a essas vozes, a que ouvimos é a voz de uma menina, com seus poucos 15 anos, que com muita coragem enfrenta seu país em busca de liberdade para essas mulheres que querem manifestar seus desejos e ajudar na construção de um mundo melhor para todos.

Esta é a dica de leitura desse mês. Uma linda história sobre coragem!



" Venho de um país criado à meia noite, quando quase morri era meio dia...

Há uma ano sai de casa e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Talibã e mergulhei no escuro do Paquistão. Algumas pessoas dizem que nunca mais porei os pés no meu País, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada do lugar a que se ama é algo que não desejo a ninguém.

Para nós meninas, aquele portão (da escola) é como a entrada mágica para um mundo especial. Assim que o atravessamos imediatamente tiramos nosso hijabs, da mesma maneira como o vento afasta uma nuvem de um dia de sol, e adentramos para a escola.É difícil imaginar que alguém veja isso como ameaça.

... Quem é Malala - perguntou.
Ninguém disse nada, mas várias meninas olharam para mim, eu era a única que não tinha o rosto coberto. Foi então que ele ergueu a pistola preta e disparou três tiros, o primeiro entrou perto do meu olho esquerdo e saiu perto do ombro esquerdo. Os outros tiros acertaram as meninas que estavam perto de mim. mais tarde soube que suas mãos tremiam ao atirar.
Quem é Malala?
Malala sou eu, e esta é a minha história."


sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Menina Que Roubava Livros


QUANDO A MORTE CONTA UMA HISTÓRIA , VOCÊ PRECISA PARAR PARA OUVIR..

Após oito anos o best seller de Markus Zusak volta a ser assunto devido ao lançamento do filme inspirado na obra. Li o Livro, há uns anos atrás e fui assistir ao filme . Sabe aquelas histórias que arrepiam, emocionam, fazem chorar e tem o poder de mexer profundamente com nossos conceitos e sentimentos? Essa é a minha definição para o livro/filme.
A Menina que Roubava livros, vai muito além de mais uma história sobre a Segunda Guerra Mundial, fala de Família, de uma forma tão linda e real, aborda a forma como os laços de amor e proteção se desenvolvem pela convivência e se tornam tão fortes que nos fazem suportar todas as dores que a vida venha impor. Nos lembra a todo instante que a "nossa casa"  é no mundo, o único lugar capaz de nos trazer paz quando o resto do mundo desaba lá fora. Expõe a dor nossa de cada dia, a vontade de viver e a grande CORAGEM que é saber se calar ou se fazer invisível quando é necessário...
Quero reler o livro e assistir o filme outras vezes, quantas nem sei. 
Quero sentir novamente as emoções que senti  e quem nem consigo explicar! 




  
Lindo! Lindo ! Lindo